ENTREVISTA: REDES SOCIAIS DA UFJF

Entrevista com Raul Mourão, integrante da equipe de Redes da Diretoria de Imagem Institucional da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

1- Como eram gerenciadas as redes sociais da UFJF antes da reformulação de conteúdo?

Em 2009, a então Secretaria de Comunicação (Secom) aceitou o desafio de inserir a UFJF nas mídias sociais, ainda em meio às incertezas sobre o potencial, finalidades e vantagens dos novos meios. Nesse período, o Orkut apresentava sinais de saturação, o Twitter estava em crescimento, e o Facebook ainda era mais conhecido em outros países. A opção inicial foi pelos 140 caracteres do microblog. Atualmente, a instituição está presente em seis plataformas: Twitter (twitter.com/ufjf_), Youtube (youtube.com/TVUFJF), Facebook (facebook.com/UFJFoficial e facebook.com/estudenaUFJF), Instagram (@ufjf), SoundCloud (soundcloud.com/ufjf) e Flickr (flickr.com/ufjf). Somando a base de seguidores em todas elas, em novembro de 2017, a UFJF fala para mais de 98 mil usuários. A instituição aparece também em outras páginas e perfis de pró-reitorias, faculdades, grupos de pesquisa e outros setores, sob responsabilidade de suas chefias. A Diretoria de Imagem Institucional gerencia as páginas centrais da UFJF e objetiva orientar servidores na administração de páginas setoriais.

De forma geral, o gerenciamento de redes vinha se pautando principalmente em adaptar o conteúdo do Portal da UFJF e de outras plataformas para as mídias sociais, com foco em linguagem mais informal, toque de humor e incentivo ao relacionamento com seus diferentes públicos. Mas, nos últimos anos, além dessa adaptação, intensificamos a produção de material pensado exclusivamente para redes sociais, com potencial para gerar engajamento, e o uso de GIFs e memes.

As próprias mudanças nos fatores que interferem no alcance dos posts e tweets, nessas plataformas, também  exigiram adaptações. Vídeos e GIFs tornaram-se mais relevantes. Com isso, a produção audiovisual publicada anteriormente no canal no Youtube (TVUFJF) e compartilhada no Facebook e Twitter, passou a ir direto para essas redes e Instagram.

Visão geral sobre as mídias sociais na internet em que a UFJF está presente:2- Qual o propósito dessa reformulação que houve das redes?

Em relação ao Twitter, havia dúvidas sobre a relevância da rede, diante da queda da popularidade e de usuários, comparando-se a Facebook, Instagram e Whatsapp. De algum modo, essa redução acabou delineando melhor o perfil de quem está no Twitter ativamente. De modo simplificado, esse microblog é considerado mais libertário, jovial e descontraído do que Facebook. No Twitter, a tia, a mãe e outros usuários deixaram de frequentar ou nem mesmo entraram.

Com esse status, precisávamos nos adaptar e justificar a presença da Universidade na rede. Tínhamos o propósito de cativar esse usuário que permaneceu no Twitter, estabelecer vínculos com ele, informar, brincar e gerar fluxo de visualização de notícias para o Portal da UFJF. Isso porque, em primeira instância, a Universidade como uma instituição pública deve se pautar pela garantia do direito à informação e publicidade dos seus atos. A assessoria de comunicação tem o dever de fazer chegar ao cidadão os atos da instituição, tais como seleção de professores, fiscais, inscrição em eventos, coberturas de palestras. Para isso, a equipe de Redes percebeu que a linguagem no Twitter deveria ser atualizada e mais condizente com os traços da rede.

3- O que mudou com essa reestruturação?

Além de adaptar o conteúdo do Portal para redes, passamos a intensificar a produção de material, pensado desde a pauta, com maior potencial de engajamento nas redes. Intensificamos o uso de humor, GIFs, memes e vídeos para melhorar o engajamento e o alcance das publicações. Investimos ainda na produção de conteúdo mais perene, ou seja, que não tem “prazo de validade” curto como o de uma notícia, e pode ser referência, ainda mais em se tratando de uma Universidade.

Como exemplo do uso de quiz, utilizamos um para divulgar as inscrições em cursos do programa Inglês Sem Fronteiras. Dessa forma, não publicamos apenas uma notícia clássica com os dados mais relevantes. Mas elaboramos um quiz com frases de personagens de séries, como Downton Abbey e Game of Thrones, em que o usuário tinha de acertar a construção mais adequada. Na publicação do portal e no fim do quiz, havia informações sobre as inscrições no curso.

Em relação ao Twitter, de forma geral, anteriormente, o perfil @ufjf_ replicava prioritariamente notícias do Portal da UFJF, com adaptações menos intensas à linguagem do microblog. Também mantinha interação com seguidores, respondendo dúvidas, curtindo ou comentando menções ou termos relacionados à Universidade. No entanto, houve uma mudança no tom das publicações, com mais abertura ao humor, principalmente na divulgação do cardápio do Restaurante Universitário. Passamos a divulgar as refeições com GIFs, memes ou trocadilhos. A repercussão positiva, com mais curtidas, RTs e comentários, estimulou o uso de humor e de mais GIFs em outros tweets. Aos poucos, foi dada abertura a uma “persona” de uma universidade mais irreverente. O Twitter tornou-se também um espaço de experimentação de conteúdo, conforme o que cada um da equipe considerava relevante ou com potencial de engajamento. Aos poucos fomos verificando o que dava certo e encontrando um tom mais descontraído.

4- Qual rede teve um maior engajamento?

Não fizemos um comparativo entre as redes. Em termos numéricos, considerando o  volume de mais de 67 mil  seguidores, a página UFJF Oficial no Facebook gera mais engajamento. No entanto, em termos proporcionais, percebemos que houve mudanças relevantes no Twitter, desde quando reformulamos o conteúdo publicado.

Outro reflexo do trabalho nas redes é o crescimento de leituras de matérias no portal da UFJF com teor mais perene. Um exemplo é a matéria “Dez dicas para elaborar bom projeto de pesquisa de mestrado e doutorado”, produzida prioritariamente para o público de redes. Ela recebeu, até novembro de 2017, mais de 300 mil visualizações – um recorde de leitura no portal. Embora tenha sido publicada, em maio de 2016, a publicação no portal mantém-se desde então, na maioria das vezes, como a mais lida do portal diariamente. Outro exemplo é a série de notícias sobre eventos previstos para 2017, publicada entre janeiro e fevereiro. Foram listados congressos, simpósios e outros encontros científicos, programados em todo o país, de todas as áreas de cursos da UFJF. A série é visualizada diariamente no portal.

Como recorde histórico, destaca-se o vídeo “Na Hora do Lanche – especial Dia das Crianças”. Até novembro de 2017, o post teve quase 900 mil pessoas alcançadas, 48,6 engajamentos (reações, comentários, compartilhamentos) e 385,3 mil visualizações. Em 2016, o alcance se sobressaiu por meio de GIFs e vídeos.

5- Houve uma resposta positiva por parte do público-alvo (estudantes)?

Percebemos o aumento na quantidade de seguidores, curtidas, impressões e engajamento. Tornou-se mais frequentes comentários, no Twitter e no Facebook, de usuários que dizem amar a UFJF, ter a Universidade como crush ou uma das referências para conversar com o público em mídias sociais. Esse tipo de seguidor é importante para a instituição, pois acreditamos que são eles que, em uma situação de crise, podem manter-se fiéis à “marca” e auxiliar a dirimir os problemas e a prestar esclarecimentos, pois vêm acompanhando as postagens. Sendo assim, podem ter uma percepção mais ampla da instituição. Não é um usuário pontual com visão simplificada da Universidade. Ao acompanhar rotineiramente as postagens e comentá-las, terá mais fundamento para apoiar, criticar e reclamar.

Em termos numéricos, percebemos também uma resposta positiva. Entre 1º de janeiro a 14 de novembro de 2016, o Twitter era responsável por 15.075 acessos ao portal de notícias da UFJF (ufjf.br/noticias). Ao avaliar o mesmo intervalo, em 2017, esse número passou para 21.249 – um aumento da 41%.

Considerando todas as mídias sociais, em que a UFJF esteja presente ou não, elas geraram 34,5% do fluxo de acessos ao portal no período analisado em 2017. São 502.315 visualizações do total de 1,5 milhão nos últimos 11 meses deste ano.

6- Como é pensado os diferentes formatos aplicados nas diferentes redes da universidade? Existem diferenças em linguagem, abordagem…?

Há conteúdos e linguagem específicos para cada rede e também material compartilhado em todas elas.

No Twitter, é publicado diariamente o cardápio do Restaurante Universitário, acompanhado de GIF ou meme. O tom é sempre de humor, brincando com as opções servidas, cotidiano do RU, da vida de universitário ou de algum tópico factual. Há ainda cardápios temáticos da semana, como os dias em que foram abordados signos do zodíaco, animes e séries.

Ainda no Twitter, parte das postagens vem acompanhada de imagem ou GIF para ampliar o alcance e engajamento.

Outras produções específicas para o microblog são a cobertura em tempo real de eventos e a inserção de conteúdo relacionado a um trending topic, como #Twitter280Characters.

A linguagem nessa rede é mais informal do que no Facebook e muito mais do que no portal. Em alguns momentos, pode haver mais abreviações e referências a virais e memes que não são tão populares em outras redes.

Para a página UFJF Oficial, no Facebook, é produzida a coluna UFJF Oportunidades, que reúne editais de bolsas, cursos de idiomas, vagas de intercâmbio, entre outras. A coluna é publicada no portal da UFJF, mas pensada exclusivamente em como engajar usuários na rede. Não se enquadra como notícia factual produzida diariamente pela assessoria, como inscrição em eventos e processos seletivos.

Para a página, é também elaborado o GIF “UFJF nas Artes”, por meio do qual buscamos explicar uma obra de arte em GIF. O primeiro publicado foi sobre o quadro “Tiradentes Esquartejado”. Uma professora do curso de História analisou detalhes da obra. O post, publicado no Dia de Tiradentes, teve alta repercussão.

Na página, são publicados ainda quiz e álbum de fotos dos principais eventos da instituição, como recepção aos calouros e colação de grau.

Para o Facebook, buscamos tratar o conteúdo com o uso de termos e imagens com potencial de proporcionar mais engajamento. Foi assim com o GIF de Pabllo Vittar extraído do clipe “Sua Cara”, para divulgação de inscrições, e do meme “Se juntas já causa, imagina juntas” para abordar a Semana do Instituto de Ciências Exatas, que “junta” eventos de vários cursos.

São também elaboradas campanhas específicas para as redes como a de Combate à LGBTTIfobia e outras ações “online e offline”, como a campanha sobre o número reduzido de docentes negros.

7- O que vocês ainda esperam alcançar de resultado a médio-longo prazo?

Os objetivos da Universidade são ampliar o engajamento das publicações e o relacionamento com seus públicos. Para isso, é preciso manter-se atento às alterações e evolução das próprias redes. É um desafio escolher e criar conteúdo que seja relevante para um público heterogêneo – pois reúne estudantes, técnico-administrativos em educação, professores, comunidade externa e outros interessados na UFJF.

A produção em redes da UFJF anseia sempre manter-se atualizada em relação a essas mudanças, tornar-se referência na produção de conteúdo e no relacionamento com seus públicos. Não são aspirações para simplesmente ostentar números, mas principalmente porque quanto mais a instituição se mantém relevante no contato com a população e atenta às formas e tecnologias de comunicação, mais isso pode significar que o cidadão está sendo informado sobre aquilo que lhe é de direito.

Outros objetivos mais específicos são fazer com que a página UFJF Oficial figure com mais frequência entre as dez mais importantes do país em termos de engajamento. Em diversas ocasiões, ela se manteve entre as primeiras. Acrescenta-se ainda a necessidade de impulsionar a página Estude na UFJF, com a produção de conteúdo específico para seu público-alvo (estudantes dos últimos anos de ensino fundamental e de todo o ensino médio).  Para o Twitter, três anseios principais são ampliar a produção de conteúdo específico para essa rede, aumentar a quantidade de seguidores e intensificar a interação com os públicos.

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5 RAZÕES PARA ASSISTIR THE FLASH

Aloha! Como disse no último post, nas próximas semanas vou falar sobre séries de super-heróis, e hoje é dia de The Flash. Inspirado no personagem homônimo da DC Comics, o seriado estreou em 2014 pela The CW, tendo sua história introduzida em Arrow, o que acaba gerando muita interação entre as duas séries, e é aí que entra a primeira razão:

1. Muitos crossovers entre Arrow e The Flash.

Como se passam no mesmo universo, há vários episódios em que os dois heróis se unem para lutar. Quando tem crossover, são dois, que começa em The Flash e termina em Arrow. Sempre fico ansiosa quando isso acontece, já que geralmente são os melhores episódios da temporada. Além de ter muita ação, conhecemos mais sobre a amizade de Barry, Oliver e da equipe de cada um.

2. “My name is Barry Allen, and I am the fastest man alive”, ou não.

Essa frase é dita por Barry na introdução de cada episódio. Ao longo da história, descobrimos que Flash não é o único velocista, e nem o mais rápido, o que pode causar muitos problemas para o herói, já que os violões mais difíceis enfrentados por ele possuem o mesmo poder. Barry é obrigado a trabalhar duro para conseguir derrotá-los, e vemos que muitas vezes, isso não depende apenas de sua velocidade.

3. Viagens no tempo e entre mundos.

Se Barry alcançar uma determinada velocidade, ele consegue viajar no tempo, o que de fato chegou a fazer em alguns episódios. Mas mexer com o tempo tem suas consequências, e ele aprenderá muito com isso. Mas além disso, vemos na série que a Terra não é única. Há outras “Terras”, em diferentes dimensões. Esse assunto é abordado na segunda temporada, e é um pouco complicado de entender, mas ainda assim intrigante.

4. Cisco Ramon.

Ele é um dos melhores amigos do Barry e também seu ajudante, além de ser bem inteligente e engraçado. Ele tem a mania de dar codinomes a vilões e outros heróis ao longo da história, e o menino é bem criativo. Depois de Barry, é meu personagem favorito no seriado, por tudo isso que falei, mas também porque graças a ele, o Flash consegue vencer quase todas suas batalhas. Cisco sempre sabe o que fazer, e vive criando ferramentas que podem ajudar seu amigo. Aliás, ele também é quase um estilista, já que desenvolveu o traje do Flash.

5. Crossover com Supergirl.

Mesmo sendo de emissoras diferentes, as duas séries estão apostando em um crossover juntas. O episódio “World’s Finest” vai ao ar dia 28 de março, e quem assiste ambas, mal pode esperar. Além dessa parceria com Supergirl, The Flash está servindo também para introduzir novas histórias, como Legends of Tomorrow, que falarei mais semana que vem.

Espero que tenham gostado. Mesmo estando ainda na segunda temporada, The Flash promete mostrar muita coisa boa.

Até a próxima!

Leticya B.

5 RAZÕES PARA ASSISTIR ARROW

Aloha! Resolvi que nas próximas semanas vou falar sobre algumas séries de heróis que adoro, começando por Arrow. Baseado no Arqueiro Verde, da DC Comics, o seriado da The CW estreou em 2012 e já conta com quatro temporadas. Se você não costuma assistir séries assim, tenho certeza que isso vai mudar depois de Arrow. Eu não gostava, mas hoje sou viciada, graças a esse arqueiro.  ❤

1. O Arqueiro Verde é um dos heróis mais badass que existem.

Em um mundo de Superman e Batman, pouca gente presta atenção nesses heróis considerados “menores”. Arrow, assim como o próprio Batman, não tem nenhum poder especial. Combate o crime apenas com a força e com a coragem, o que o aproxima mais da nossa realidade. Eu, particularmente, prefiro heróis assim, que não nasceram com um dom, mas que trabalham duro para poder salvar outras pessoas. Personagens desse tipo merecem um reconhecimento maior.

2. Você conhecerá mais sobre o passado do Arqueiro.

Oliver Queen, um playboyzinho chato de Starling City passou cinco anos preso em uma ilha misteriosa, após o barco em que estava com o pai naufragar. Quando volta à sua cidade, é uma pessoa completamente diferente. Ao longo da primeira temporada, através de flashbacks, a série mostra como a ilha mudou o temperamento de Oliver e o que o fez voltar com essa sede de lutar contra o crime. Mas como cinco anos é muito tempo, esse passado se estende pelas outras temporadas, onde descobrimos que Queen passou por muito mais do que imaginávamos.

3. Heróis conhecidos aparecem na série (e vilões também).

Não é possível falar de um universo dos quadrinhos sem envolver outras personagens do mesmo. Em Arrow, os produtores foram além do círculo do Arqueiro, acrescentando heróis e vilões que não imaginaríamos que poderiam ter uma ligação tão próxima com Oliver. Além da Canário Negro e Speedy, temos também Flash (que até ganhou uma série própria), Átomo, Mulher Gavião, Ra’s al Ghul… e há promessas de muito mais vindo por aí!

4. Muitas pessoas morrem, mas voltam.

Isso pode soar estranho, mas muitas personagens morrem ao longo da história, mas de um jeito ou de outro acabam ressuscitando. Isso acontece com o próprio Oliver (não conta como spoiler porque ele é o protagonista, não pode ficar morto pra sempre rs). Esses fenômenos marcam o início da parte sobrenatural da série. Feitiços, poços de ressurreição, pessoas com superpoderes, eventos que até certo ponto da história não haviam sido explorados, mas que passam a fazer parte e caracterizam o universo da DC Comics.

5. John Diggle e Felicity Smoak.

Eles definitivamente formam a melhor dupla de ajudantes de super-heróis que você irá conhecer. Felicity é a nerd que entende de todo tipo de tecnologia; Diggle é o segurança e motorista que acaba ajudando no combate ao crime. Em algum momento da série, você vai começar a shipar a Felicity com o Oliver (quem é Canário perto de Felicity Smoak?), e esse ship é comandado pelo capitão Diggle. Os dois entraram nesse mundo meio que por acidente, mas são definitivamente o pilar de Oliver. Mais do que parceiros na luta, são seus melhores amigos, e os melhores personagens da série (além do próprio Arqueiro, claro).

Espero que depois disso você corra pra assistir Arrow, já que a quarta temporada tá bombástica, prometendo muito mais ação, mas drama também.

Até a próxima!

Leticya B.

5 RAZÕES PARA OUVIR THE 1975

Aloha! No post dessa semana, vou falar sobre uma das minhas bandas favoritas: The 1975. Ela foi formada no Reino Unido, e tem um estilo indie rock. Já lançou 4 EPs, e o álbum de estreia saiu em 2013. Pouca gente conhece o grupo, o que ainda não decidi se é bom ou ruim. Bom porque adoro o fato de ter uma banda que eu e poucas pessoas curtem, como se fosse nosso segredinho. Ruim porque eles merecem muito mais reconhecimento. E é por isso mesmo que hoje decidi deixar minha ignorância de lado e tentar convencer vocês a escutarem The 1975, compartilhando alguns dos motivos pelos quais eu amo essa banda.

1. Eles são amigos de longa data.

Matty Healy (vocal e guitarra), Adam Hann (guitarra), Ross MacDonald (baixo) e George Daniel (bateria) se conhecem desde a adolescência, quando começaram a tocar em shows locais. Adam foi quem convidou os membros para formarem uma banda, e como todo grupo, iniciaram fazendo covers, até que um dia escreveram sua primeira música juntos. Assim, eles vêm compondo desde que tinham cerca de 15 anos. Dá pra imaginar a sincronia que os integrantes têm, já que uma relação de amizade influencia também (e muito) nos palcos.

2. Músicas “sexy as f**k”.

Um amigo usou essa expressão uma vez para falar de um cover que a banda fez da música Rather Be, e eu fui obrigada a concordar. Mas não só esse cover, várias músicas da banda tem essa pegada. Talvez seja a voz do Matty, talvez sejam as letras, ou os próprios estilos das músicas. Sim, estilos. É como se cada composição tivesse um estilo próprio. É muito fácil, hoje em dia, encontrar bandas com mil músicas, e todas parecerem a mesma coisa. O fato de The 1975 ter essa diferenciação em cada composição faz com que seja impossível enjoar do grupo.

3. Músicas com vários temas.

Outra coisa legal a respeito das músicas do The 1975 é que  envolvem temáticas diferentes. Eles escrevem sobre amor, drogas, fazem críticas à sociedade, com textos ricos em figuras de linguagem. Por exemplo, a música UGH! fala da “relação” do Matty com a cocaína, algo que eu mesma não imaginava, mas depois que li sobre isso, a letra fez todo o sentido. É um tema que não é muito falado nas músicas populares, mas que a banda teve a ousadia de escrever a respeito, assim como fez em outras canções.

4. Vários outros artistas também gostam.

Taylor Swift, Fifth Harmony, One Direction, Selena Gomez, Ellie Goulding… tem uma lista bem grande de artistas que já compareceram a shows do The 1975, e que demonstram curtir o som da banda. Lauren Jauregui e Camila Cabello, do Fifth Harmony, por exemplo, podem até ser consideradas fãs, já que sempre usam camisetas da banda e vão aos shows quando têm a oportunidade. Se você tem um(a) cantor(a) ou banda que gosta muito, dá uma pesquisada… tem 99% de chance deles gostarem de The 1975, o que serve como mais um empurrãozinho pra você começar a ouvir.

5. ELES ESTÃO LANÇANDO ÁLBUM HOJE!

Para nossa alegria, o mais novo álbum da banda, “I Like It When You Sleep, for You Are So Beautiful Yet So Unaware of It” (o nome é gigante mesmo), tá sendo lançado hoje. Ele vai contar com 17 faixas, e já tem dois singles: Love Me e UGH!. Se você procura por músicas novas, tem várias saindo do forno! E se quiser conhecer mais do estilo da banda, preparei uma playlist com 5 músicas do primeiro álbum. Espero que curtam!

Até a próxima!

Leticya B.

5 RAZÕES PARA ASSISTIR ANJOS DA NOITE

Aloha! Essa semana decidi falar sobre uma saga de filmes que, para mim, é a melhor sobre vampiros e lobisomens: Anjos da Noite. A história trata basicamente sobre essa guerra entre os dois grupos, retratadas em vários outros filmes e livros. A protagonista, Selene, é uma vampira, e busca por vingança pelo massacre de toda sua família (humana) pelos lycans (lobisomens). Enquanto investiga seus inimigos, descobre que eles estão atrás de um médico humano, Michael Corvin, para fazer experimentos, já que ele supostamente seria um descendente do homem que deu origem aos vampiros e lycans. A saga conta com quatro filmes, mas tem previsão de lançamento do quinto ainda esse ano. Enquanto não estreia, dá uma olhada nas cinco razões e já começa a assistir que tem tempo!

1. Tem terror mas tem também muita ação.

Tem gente que não gosta muito de filme de terror, mas mesmo que Underworld inclua esse gênero, devido a própria temática, o que mais encontramos mesmo é ação. A não ser que você tenha medo desses bichos (eu, por exemplo, tenho muito medo de lobisomem), a parte do terror fica mais para a quantidade de cenas com muito sangue. Tem luta o tempo todo nos filmes, o que faz com que você mal tenha tempo de respirar, mas que também passe a amar a protagonista.

2. Selene (Kate Beckinsale).

Se tem algo que adoro em filmes ou seriados é quando tem uma personagem feminina em destaque. Já viram isso no post sobre The 100, e vão continuar vendo com frequência. Selene (sem sobrenome mesmo) é a melhor personagem da saga. É definitivamente a vampira que toda garota gostaria de ser (se isso fosse possível). Ela luta e mata sem piedade, nenhum lobisomem ou mesmo outro vampiro é páreo para ela. Nessa época em que o feminismo está em alta, uma personagem desse tipo agrega valor a produção, já que pode atrair não só o público masculino pela ação, mas também o feminino.

3. Melhores efeitos especiais.

Apesar de ter medo, sou fã de filmes que falam sobre lobisomens. Cada um apresenta o animal de uma forma diferente, alguns são ótimos, como no filme “Van Helsing”, outros bem estranhos, como o professor Lupin, de Harry Potter. Mas a minha forma favorita é a dos lobisomens de Anjos da Noite. Os efeitos especiais dos filmes não só acertam na figura dos lycans, mas também (e principalmente) nas cenas de lutas, já citadas. Imagino que deve ser difícil gravar esse tipo de cena, mesmo que só entre humanos, agora gravar uma luta entre bestas exige muito mais, já que não é apenas a luta, é necessário envolver as características de combate das personagens, sejam lycans ou vampiros.

4. Tem “drama mexicano” também.

Se a história é sobre uma guerra entre dois grupos diferentes, é óbvio que vai ter um amor proibido no meio. Mas esse caso é contado apenas no terceiro filme, onde tem uma volta no tempo para explicar o início desse conflito. Antes, os lycans eram como escravos dos vampiros, mas uma certa execução acabou gerando revolta (não quero contar nenhum spoiler). É devido a isso que o drama tá perdoado, já que foi uma boa justificativa para a guerra, e acaba explicando também um pouco do porquê de Selene ter virado vampira, mesmo que essa parte do filme se passa anos antes dela nascer.

5. Origem de vampiros e lobisomens.

Algo que eu sinto muita falta em filmes com essa temática é a história desses dois tipos de monstros. Em Anjos da Noite, a origem está relacionada a um humano imortal, que teve três filhos, mas apenas dois herdaram sua imortalidade. Desses dois, um foi mordido por um lobo e outro por um morcego, que acabaram sofrendo uma mutação genética e dando origem a lobisomens e vampiros. Não sei se está relacionado com as lendas originais, mas é um mito bem convincente, que diferencia a saga de muitos filmes por aí.

Confiram o trailer e me contem de qual lado estão: vampiros ou lycans?

Até a próxima!

Leticya B.

5 RAZÕES PARA LER PRETTY LITTLE LIARS

Aloha! No post dessa semana vou falar de uma série de livros que adoro: Pretty Little Liars. Muita gente deve conhecer por causa do seriado, baseado nos livros de Sara Shepard. A história é sobre quatro garotas (Aria, Spencer, Emily e Hanna), que formavam um grupo liderado por Alison DiLaurentis. Após uma reunião das cinco garotas, Alison simplesmente desaparece. Anos depois, as garotas começam a receber mensagens assinadas apenas por “A”, ameaçando contar segredos que só Alison conhecia. A partir daí, a vida das meninas vira um verdadeiro inferno, mas não é apenas por causa das ameaças.

1. As garotas não são chamadas de “Liars” à toa.

Uma das principais diferenças entre o seriado e os livros é a personalidade das Liars. Na série, são inocentes em relação a quase todos os problemas de suas vidas, enquanto nos livros, claramente não são tão santas assim. Elas mentem o tempo todo, e não apenas por questão de segurança, mas porque simplesmente não são capazes de assumir os próprios erros. É justamente por isso que tem tanta desgraça na vida delas. “A” pode até brincar com as garotas (não é atoa que as personagens são representadas por bonecas nas capas dos livros), mas são elas que criam seus próprios problemas e não conseguem resolver sem mentir.

arc one2. Há muitos mistérios para solucionar.

Confesso que, às vezes, quando estou lendo algum livro da série, paro e penso: “Isso é a coisa mais louca que já vi!”. Isso porque muitas coisas inexplicáveis acontecem, mas quando você vê como um todo, fazem muito sentido. É como um grande quebra-cabeça, que por mais difícil que seja, as peças ainda se encaixam. A autora sempre deixa alguns sinais em relação a esses mistérios que envolvem a narrativa. Se você consegue captá-los, pode entender muito antes mesmo que seja explicado “com todas as palavras”. É o tipo de leitura que instiga a imaginação e raciocínio.

arc two3. Pouco romance e muita morte.

Há um número considerável de pessoas que morrem na história, mas ninguém que seja tão importante (espero que isso não conte como spoiler). Na realidade, é difícil você gostar muito de alguém, ao ponto de ficar triste se algo acontecer com a pessoa ou ela simplesmente sumir. As personagens de PLL definitivamente não foram feitas para amá-las. O que faz da história bem realista. Ninguém é perfeito. Assim como não é muito possível adolescentes se apaixonarem perdidamente e querer viver um amor por toda a vida. Os relacionamentos não são nada duradouros, logo, já deu pra perceber que o romance não é o foco principal.

acr 34. Todo mundo adora um escândalo.

Não adianta dizer que não, todos gostam de ver o circo pegando fogo. Em Rosewood, cidade onde se passa a história, todo mundo tem um segredo, e muitos vão se revelando ao longo da narração. Bullying, drogas, homossexualidade e distúrbios alimentares são alguns dos temas explorados pelos livros, e os principais motivos de tanta confusão. Em um lugar pequeno como Rosewood, a fofoca rola solta, e qualquer passo fora da linha pode fazer com que a pessoa vire motivo de piada por um bom tempo. Talvez seja essa a principal razão das protagonistas mentirem tanto.

arc 45. Livro é o que não falta.

19 livros. A série toda conta com 19 livros. 14 já lançados no Brasil. Dá pra montar uma coleção e tanto só com Pretty Little Liars, e pra quem ama livros como eu (e a Luiza), é praticamente um paraíso. Mas por mais que pareça muito, cada livro conta poucas semanas na vida das Liars, e têm uma leitura até rápida. A dica que eu dou, se você pretende começar, é procurar ler todos em seguida. Ou pelo menos não passar muito tempo entre uma leitura e outra. A história é bem detalhada, e mantê-la em dia é importante para que não perca todo o sentido.

Até a próxima,

Leticya B.

5 RAZÕES PARA ASSISTIR THE 100

Aloha! Aqui é a Leticya, e essa é minha estreia como colaboradora do Dias de Luiza. Tenho um encontro marcado toda sexta-feira com vocês, onde vou postar 5 razões para fazer algo, seja ler um livro, assistir um seriado ou alguma outra coisa que eu acho que vale a pena. Essa ideia foi pensada com a Lu (aliás, quero aproveitar pra agradecer a oportunidade que essa linda me deu <3), e espero realmente convencer vocês.

Nesse primeiro post, vou falar sobre uma das minhas séries favoritas: The 100. Pouca gente que conheço assiste; o resto não sabe o que tá perdendo. A história foi baseada no livro homônimo de Kass Morgan, e trata-se de uma distopia. Após uma guerra nuclear, a Terra fica inabitável, o que obriga algumas nações a se unirem e construírem uma arca para morar no espaço. Eles deveriam morar lá por 100 anos, mas poucos anos antes disso, começam a enfrentar problemas com a Arca. Com isso, resolvem mandar 100 jovens delinquentes para o nosso planeta, como um teste para ver se poderiam habitá-lo novamente. E é aí que a trama e as minhas razões para ver o seriado começam.

1. Os jovens não estão sozinhos.

Relaxa que isso não é spoiler! Qualquer sinopse que você pegar da série, esse fato vai estar incluso. Acontece que, quando os delinquentes chegam à Terra, achando que tudo era deles, acabam descobrindo que existem outras pessoas que vivem no nosso planeta, os “grounders”. Pessoas que acabaram sobrevivendo e se adaptando à radiação após a guerra. Com isso, os jovens terão que aprender a conviver (ou não) com essa população, que vive de um modo que chamaríamos de bárbaro, primitivo. Mas apesar de não dominarem a tecnologia (não posso me estender nisso que aí sim vou dar spoiler), os grounders têm uma cultura que eu invejaria, já que possuem valores que se perderam ao longo do tempo (ou nunca existiram) nessa nossa sociedade. Não há diferenciação de cor de pele, sexualidade… São pessoas livres, que prezam e cuidam dos companheiros de clã, como se fossem uma grande família. Pena que com o resto, eles não são tão bonzinhos assim…

2. “Os homens são treinados para batalhar, e as mulheres, para liderar”.

Guarde esses nomes: Clarke, Octavia, Lexa, Raven, Abby e Indra. São elas que vão definir muito da trama. Algumas exercem função de liderança, outras vão acabar ganhando seu respeito de uma forma ou outra. Essa presença forte das personagens femininas é o que mais gosto na série. É muito difícil encontrar histórias que valorizam a mulher, onde elas não são submissas ou ofuscadas por personagens masculinos. Em The 100, são elas que mandam na parada toda.

3. Linctavia.

A personagem principal é a Clarke, mas a vida romântica dela é bem chatinha. Como o amor não pode faltar em uma boa história, vou falar do meu casal favorito: Octavia e Lincoln. Octavia estava entre os jovens enviados ao nosso planeta. Em um belo dia, ela resolve seguir umas borboletas brilhantes e quase é morta por alguns grounders. Lincoln, que também é um grounder, a salvou e cuidou dela. Os dois acabaram se aproximando e se apaixonando. Graças a isso, Octavia passou a conviver e a respeitar a cultura de Lincoln, de tal forma que praticamente se transformou em uma deles. O melhor da formação do casal foi o amadurecimento de Octavia. Ela passou de uma menina que caçava borboletas para uma mulher que não precisa de mais ninguém para defendê-la.

4. Lexa.

Muita gente que assiste a série vai concordar comigo que a personagem é uma ótima razão para ver The 100. Mas a grande maioria, assim como a Luiza, vai querer me bater. Lexa é a líder de um clã de grounders, mas por uma escolha que ela teve que tomar no final da 2ª temporada, muita gente a odeia. Independente de gostar ou não de Lexa, todos temos que concordar que ela é a principal representação da liderança feminina na série. Não apenas por sua posição na hierarquia dos grounders, mas por suas ações. Ela tem plena consciência de que o que faz, é para o benefício do seu povo, independente das consequências que virão depois. Lexa deixa a vida pessoal de lado para priorizar seus seguidores, e isso é uma característica que todo bom líder deveria ter.

5. A série não é tão “adolescente” quanto acham.

A trama é voltada para um público juvenil, mas anda amadurecendo ultimamente. A primeira temporada é bem característica de seriado adolescente, com aqueles romances e dramas bobos, mas logo os problemas enfrentados pela população da Arca vão ficando mais sérios, principalmente a partir da segunda temporada, onde passam a ter um envolvimento bem mais próximo com os grounders. A protagonista, Clarke, recebe responsabilidades maiores, ganhou de fato a imagem de líder do seu povo. Isso significa que deve matar e fazer sacrifícios por ele. A terceira temporada, que começou dia 21 de janeiro, promete ser ainda mais recheada de ação e conflitos, principalmente políticos. Mas pra saber o porquê, vai ter que começar a assistir, tipo agora!

Até a próxima!

Leticya B.