BLOCK PLAN

Oi, gente! O assunto de hoje é um pouco mais acadêmico, mas não deixa de ser interessante e extremamente relevante quando se trata do meu intercâmbio. A Colorado College é uma das poucas universidades dos Estados Unidos que opera em um sistema educacional um pouco diferente. Aqui não é semestre, e sim bloco. Ou melhor, blocos. Esse sistema é chamado de Block Plan, e eu não vou ficar traduzindo, por que é bem literal.

O Block Plan na verdade é bem simples de entender, mas é muito mais intenso do que o plano semestral. O que acontece é o seguinte, nós temos somente uma matéria por vez durante três semanas e meia, três horas por dia, no mínimo. Isso fica a critério de cada professor. Ao invés de todo dia termos várias matérias por pouco tempo, focamos em uma só durante muito mais tempo.

É realmente uma imersão no conteúdo, e não tem como ficar enrolando com leituras, trabalhos ou estudo em geral. Quando eu digo que é bem intenso, não é exagero nenhum. Imagina só comprimir uma matéria que poderia durar um semestre em menos de um mês. É muita coisa para acompanhar! Se você tem 50 páginas para ler de um dia para o outro, isso é pouco no Block Plan.

Durante o semestre temos quatro blocos, e uma das coisas mais legais é que entre cada um deles acontece o que é chamado de Block Break, que são quatro dias de descanso antes do próximo bloco começar. Ou seja, todo mundo aproveita para relaxar, festejar, viajar e muito mais. Parece moleza ter “férias” a cada final de bloco, mas também temos final de período a cada três semanas e meia. Não é só por que é menos tempo, que significa que é menos trabalho. Pelo contrário. Dá pra imaginar?

Mesmo sendo puxado, eu estou gostando bastante e me adaptando muito bem a esse sistema, e acredito que vou até sentir falta quando voltar para o Brasil. De uma coisa eu tenho certeza, vou achar o plano semestral muito mais fácil do que achava e nunca mais vou deixar para fazer trabalho ou estudar para uma prova em cima da hora. Nada de procrastinação no Block Plan. Nada de procrastinação para mim.

No meu Block 1 eu consegui fazer uma matéria relacionada a minha área, Jornalismo, e foi uma experiência exaustiva, mas extremamente valiosa para o meu futuro. Antes de falar qual foi, eu quero explicar rapidamente uma coisa que me pegou de surpresa quando escolhi as aulas que iria fazer. Aqui, não só na CC, mas em diversas, se nação todas, as universidades dos Estados Unidos, o aluno tem a possibilidade de se formar em dois cursos ao mesmo tempo e na mesma faculdade. Double major Major seria o termo para definir essa situação., sendo um major e um minor. Onde o major é o bacharelado, e o minor é uma área secundária. Eles não precisam ter relação nenhuma entre si e ninguém é obrigado a fazer um minor, mas obrigatoriamente você precisa ter um major. Obviamente.

Acontece que Jornalismo na CC é um minor, e não um major, ou seja, são matérias de outros cursos que compõe o minor da área aqui. Por exemplo, no meu Block 1 fiz Topics in Journalism: Anatomy of a Story, que faz parte do major de General Studies. Parece confuso, mas depois que você se acostuma com os termos e com a situação em geral, dá para notar que é bem simples. E interessante também. Eu adoraria ter a possibilidade de me formar em dois cursos ao mesmo tempo, mesmo que eles não tivessem nada a ver um com o outro. Diversidade é sempre bom.

Eu vou deixar para falar mais sobre como funcionou o meu Block 1 no próximo post, desse jeito eu posso entrar em detalhes sobre como foi a minha adaptação e a matéria que escolhi. Afinal, são três semanas e meia bem intensas, então eu tenho muito o que contar. Espero que vocês tenham gostado de saber como funciona o Block Plan e qualquer dúvida que tiverem, é só perguntar. Até o próximo post. Beijos!

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PRIDDY EXPERIENCE TRIP

Oi, gente! Esses é um dos posts que eu estava mais animada para escrever, por que realmente foi uma das melhores experiências que eu tive até agora. Eu nunca imaginei que iria conhecer Santa Fé, Novo México. Não era um local que eu tinha planos de visitar e eu nem ao menos pensava na possibilidade. Porém, na minha Priddy Experience Trip eu conheci, e nossa, ainda bem que eu tive essa oportunidade.

Então, antes de falar da viagem, eu preciso explicar o que é. Como parte da NSO (New Student Orientation) todos os alunos preenchem esse formulário online no site de Outdoor Activities e são designados aleatoriamente para uma viagem antes das aulas começarem. Como eu não sou tecnicamente uma nova aluna, e sim uma intercambista, eu não tinha a menor ideia que eu tinha que preencher esse formulário e para que ele servia.

Com o passar da semana, todo mundo que eu conhecia perguntava para onde eu ia e eu sempre falava que eu não sabia, ou que eu achava que eu não iria para lugar nenhum por ser intercambista. Eu e a Maíra Candian (também já falei dela para vocês) decidimos nos informar melhor e descobrir se tinham algum jeito da gente participar de alguma viagem. Por sorte, nós conseguimos falar com as pessoas certas na hora certa.

Quando me perguntaram em que eu me interessava me deram 3 opções: artes, crianças e animais. Eu, obviamente, escolhi artes. Eu fui designada para um grupo chamado Center for Contemporary Arts A, e lá fui eu conhecer novas pessoas. São duas NSO leaders e meu grupo tinha 11 alunos, incluindo todo mundo. Nós tivemos diversas “reuniões” antes da viagem, e o objetivo das mesmas é todo mundo se conhecer e também explicar para onde vamos, o que vamos fazer, o que precisamos levar. Uma das coisas mais legais é que não tem envolvimento de nenhum funcionário da CC, somente alunos.

Durante os nossos encontros, eu só ficava mais e mais animada. Eu ainda não tinha intimidade com ninguém, e isso por um momento me preocupou, mas não tinha mesmo como fazer amizade logo de cara. Eram poucas horas que tínhamos juntos. Mas isso não foi um problema depois que chegamos em Santa Fé. Enfim, o meu grupo (A), iria trabalhar juntamente com outro grupo (B) em um centro de artes contemporâneas. Eu só fui ter contato com o grupo B depois que chegamos lá.

Foram mais de 5 horas de viagem, mas como sempre, eu dormi praticamente o caminho todo. Eu tentei ficar acordada pra ver a paisagem e tudo, mas foi só o ônibus começar a andar que eu apaguei. Ainda mais depois que colocaram um filme para rodar. Fizemos um parada rápida para o almoço, e isso é outra coisa interessante para comentar: a CC paga por tudo, ou seja, comida, transporte, locação… A gente não precisa se preocupar com nada. As minhas líderes aconselharam a levar dinheiro caso quiséssemos comprar algum presente ou souvenir. O que obviamente, eu fiz.

Além do grupo B, mais dois grupos ficaram no mesmo lugar, mas trabalharam em outro. Então o ônibus estava lotado, e chegando lá todo mundo ajudou a descarregar e fomos nos organizar na igreja. É, igreja, foi isso mesmo que eu disse. Eu dormi em uma igreja durante a minha Priddy Trip. Não parecia uma igreja, parecia uma sala de estar enorme, mas sim, era uma igreja. Na verdade, em uma das noites nós até dormimos na capela. Eu nunca tinha feito isso antes, mas acho que quase ninguém, né?

Nós saímos em uma quarta-feira de manhã e por volta de 14h estávamos lá, como o dia já estava basicamente na metade as minhas líderes acharam interessante conhecer a cidade e o local onde iríamos trabalhar no dia seguinte. Até então eu estava imaginando que por ser um centro de artes contemporâneas, era com algo relacionado a arte que iríamos trabalhar, mas eu não podia estar mais errada.

Na nossa primeira visita ao local, recebemos as instruções sobre o que iríamos fazer e que horas devíamos chegar, e aí ficou tudo claro, nós cuidamos da parte externa do centro, ou seja, jardinagem o dia inteiro. A única parte boa foi conversar com todo mundo e acabei pegando o maior bronzeado por ficar no sol o dia inteiro no Novo México em pleno verão.

Durante toda a quinta e sexta-feira, a nossa vida se resumiu a colher ervas daninhas e tomar cuidado para não encontrar uma viúva negra pelo caminho. Mas no sábado, nós tivemos um dia livre, ou seja, fomos explorar a cidade. Nós demos muita sorte por que nesse exato dia estava tendo uma feira dos nativos americanos, então tinham várias barracas no centro e também shows de todos os tipos. Foi um dia maravilhoso, mas cansativo. Eu fiquei andando de um lado para o outro, e o sol não deu trégua. Consegui mais um bronzeado para a coleção.

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Como a boa consumidora que eu sou, claro que comprei lembranças da cidade, até por que não tenho a menor ideia de quando ou se algum dia vou voltar lá. Santa Fé é famosa por ser um dos maiores centros artísticos do país, e eles trabalham muito com pedras, principalmente turquesa.

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Eu posso afirmar que foi um das melhores experiências que eu já tive. Não só aqui, mas na minha vida. Tive a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas, um lugar totalmente surpreendente e ainda fazer trabalho voluntário. As memórias dessa viagem vão ficar comigo para sempre, pois elas representam o melhor início de intercâmbio que eu poderia pedir.

Espero que tenham gostado de saber um pouco mais sobre como funciona a Priddy Experience Trip e se tiverem a oportunidade visitem Santa Fé, e me levem junto. É uma cidade linda e com muito a oferecer. Até o próximo post. Beijos!

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