CHEGANDO EM COLORADO SPRINGS

Antes de mais nada, eu preciso pedir desculpas, mais uma vez, por esse último mês. O meu sumiço já está virando rotina. As primeiras semanas aqui foram muito corridas, eu tive a semana internacional e depois a dos novos alunos, uma viagem e logo depois as aulas começaram. Então, eu vou tentar fazer um post para cada momento que já passou e manter vocês atualizados com tudo o que está acontecendo agora.

Vamos começar pelo começo, certo? Eu saí do Brasil no dia 10 de Agosto às 21h, aproximadamente. Eu viajei com a Maíra Candian, uma das brasileiras que veio pelo mesmo program de intercâmbio. Foram longas 9 horas de voo até Atlanta, e lá tivemos que esperar por mais 12 horas até o nosso voo para Colorado Springs. Nós estávamos super animadas para conhecer a cidade, então assim que desembarcamos, compramos uma passagem de trem e saímos para explorar.

Mas não deu muito certo, a gente desceu em uma estação de trem aleatória e tivemos que andar muito até chegarmos até algum lugar interessante, que foi a sede da CNN, mas o dia estava muito quente. Enquanto a gente andava, a gente reclamava do calor, do peso das mochilas, do cansaço… Acabou que a nossa parada em Atlanta foi a sede da CNN, e um segurança muito grande e legal e uma CVS (pra quem não conhece, a CVS é uma rede de farmácias muito famosa aqui nos EUA).

Sede da CNN em Atlanta.

De volta ao aeroporto, nós almoçamos e começamos a dar umas voltas. Várias pessoas já tinham me avisado que o aeroporto de Atlanta é gigante e é sempre bom ter tempo de sobra para andar de um portão ao outro e coisas do tipo, mas nós tínhamos muito tempo, então isso não foi um problema. Sem nada pra fazer e uma noite sem dormir, deitamos em uns bancos e apagamos. Eu nunca tinha dormido em um aeroporto antes, e me senti em um filme, mas depois notei que todo mundo estava fazendo a mesma coisa e não foi mais tão legal assim.

Quando finalmente o nosso embarque foi autorizado, a gente já não tinha mais uma gota de paciência no corpo para esperar e ter que passar por toda aquela burocracia de detector de metal foi um saco. Pelo menos a imigração foi a primeira coisa que fizemos quando chegamos, mesmo tendo demorado mais de uma hora, correu tudo bem. Como nós fizemos o check-in online assim que chegamos, não tivemos que nos preocupar com isso, então ficamos andando mais pela área de embarque, que também é bem grande.

Quando falam que o lugar é enorme, não é exagero. Tem várias e várias lojas lá dentro, e você pode perder horas só passeando. Depois de andar por mais ou menos 1 hora, resolvemos sentar perto do nosso portão e esperar. Mas como nada na vida é fácil, uns 30 minutos antes do nosso horário de embarque, alguma coisa estranha aconteceu e tiveram que evacuar um avião que pousou no nosso portão, e sem exageros, tinham vários carros da polícia, talvez do FBI, e 3 pessoas encostadas na parede como se tivessem culpa no cartório.

A gente não conseguiu descobrir o que aconteceu, mas mudaram o nosso portão fe embarque faltando 15 minutos pro avião decolar. A raiva que eu senti… Eu só sei que tivemos que correr para o outro lado do aeroporto e chegando lá, o voo atrasou. Mas é claro. A animação e o nervosismo eram tantos que os minutos não passavam.

Depois de 40 minutos de atraso, conseguimos embarcar e o nosso avião decolou. O voo durou no máximo 2 horas e foi super tranquilo. Eu não tenho palavras pra descrever o que eu senti quando desembarquei. Dois alunos internacionais estavam esperando a gente no aeroporto, com aqueles cartazes com nomes que a sempre vê em filmes, e foi aí que a ficha caiu. Do aeroporto até a Colorado College demora uns 30 minutos, mas como já eram mais de 22 horas, não deu pra ver muita coisa. Na verdade, não deu pra ver nada. Só no dia seguinte que eu consegui me localizar no campus.

Eu fiz meu check-in no Mathias Hall, que é bem ao lado de onde eu estou morando, na Arthur House, e como eu ainda não tinha o meu Gold Card, que é a sua identificação da universidade, mas também serve como chave para vários lugares e o que você usa para alimentação, algumas alunas do Mathias abriram a porta para mim. A minha casa é enorme, mas só 17 pessoas moram aqui, e estava escuro, eu não conhecia ninguém e não sabia se alguém já tinha chegado. Eu admito, fiquei apavorada na minha primeira noite.

Arthur House.

Depois eu descobri que a minha R.A. (resident assistant) já estava morando aqui pelas últimas duas semanas e outra intercambista chegou no dia seguinte. Uma das minhas roommates já estava com o quarto todo arrumado, mas eu só a conheci dia 15 de agosto, quando o campus foi aberto para os alunos novos. O restante dos alunos só chegou no campus no dia 22 de agosto.Eu moro em um quarto triplo, e as minhas duas roommates, Reagan e Jenny, chegaram no dia 15 de agosto por que as duas transferiram os estudos para cá, só por esse motivo que elas puderam se mudar antes.

A experiência de ter roommates, de morar na faculdade, de estar em outro país, ainda parece surreal para mim. Mesmo que essa já esteja sendo a minha realidade pelo último mês, eu ainda acho que vou acordar a qualquer momento e estar de volta no Brasil. No próximo post eu vou contar como foram as duas semanas de orientação antes das aulas e acho que a viagem de início de ano merece um post separado, já que tenho muita história para contar dos 4 dias que passei em Santa Fé, Novo México trabalhando com jardinagem.

Até o próximo post! Beijos!

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