WELCOME TO CC

Oi, gente! Eu sei que andei sumida nessas últimas semanas e acabei não contando muitas coisas para vocês. O motivo da minha ausência será explicado em outro post, pois acho que vocês merecem saber tudo o que está acontecendo. O intercâmbio é feito de bons e maus momentos, e pretendo compartilhar todos eles aqui. Porém, o assunto de hoje não é esse, então vamos manter o foco.

No dia 08 de Julho, eu tive o primeiro contato direto com a Colorado College, na verdade, o meu contato foi com a Lisa Kosiewicz Doran, que é a International Student Specialist da universidade. Nesse primeiro momento ela me passou as informações que precisava para agendar o visto e pagar as taxas necessárias, sobre datas, sobre os alojamentos, as aulas e também sobre o acesso ao site da universidade como aluna, ou seja, agora eu tenho número de identificação e um e-mail exclusivo.

Com a chega desse e-mail, a ansiedade começou a bater forte. Pela primeira vez eu realmente acreditei que estava indo fazer intercâmbio. Foi informado que eu preciso chegar no campus entre os dias 11 e 12 de Agosto, para as semanas de orientação para alunos estrangeiros e alunos novos em geral. As aulas mesmo só começam no dia 24 de Agosto. Eu estarei viajando no dia 10 de Agosto, ou seja, em apenas 11 dias. Que nervoso!

Também recebi um guia super legal, chamado Pre-Arrival Guide Fall 2015, que contém informações sobre tudo que eu preciso saber antes de ir pra lá, de como proceder com o visto até as conversões de medidas de roupa. Achei isso muito interessante e também mostrou como eles se preocupam em dar a maior assistência que podem para os alunos de fora. Até orientações sobre choque cultural tem lá. Achei fofo, pronto, falei. Infelizmente eu não posso divulgar esse guia, pois ele é somente para uso de alunos. Caso vocês tenham alguma dúvida sobre ele, estarei a disposição para explicar o que for necessário.

Foi a partir do recebimento dessas informações que eu pude dar início ao processo de agendamento e pagamento do visto, comprar a passagem e tudo mais relacionado à viagem. E são muitas coisas, viu? E de repente tudo se tornou muito mais real. Clichê, eu sei, mas também é verdade. Tenho muitas coisas para contar ainda antes de viajar, então no próximo post eu vou falar como foi todo o estressante processo de tirar o visto de estudante. Como sempre, espero que vocês gostem de saber de mais essa etapa e entender um pouco mais como as coisas funcionam para um intercambista.

Beijos!

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COMO É O TOEFL? PT. 2

Oi, gente! A prova é dividida em quatro partes, cada uma valendo o total de 30 pontos, e são elas: reading, listening, speaking e writing, respectivamente. Na primeira parte, o reading, você lê de 3 a 4 textos diferentes e responde de 12 a 14 perguntas sobre cada um e tem de 60 a 80 minutos para completar tudo. Os textos são sobre assuntos basicamente universitários, por exemplo, na minha prova teve um texto sobre uma espécie de dinossauro. Mas não se preocupe, não é necessário conhecimento prévio do assunto e os textos não são de difícil compreensão.

Uma dica valiosa para essa parte do teste, que eu vi em vários sites e fiz no dia da minha prova, é não ler os textos. Se você ficar lendo todos os textos, não vai ter tempo de responder a todas as perguntas. Então é melhor ler a pergunta e encontrar a resposta em uma parte do texto. Assim, você não perde tempo e ainda rola dar aquela última conferida antes de finalizar.

Depois de aprender muito sobre diversas áreas acadêmicas, vem a parte do listening, também sobre assuntos universitários. Ele é composto basicamente por palestras, aulas ou conversas, e depois são feitas algumas perguntas sobre o assunto. São de 4 a 6 palestras ou aulas de 3 a 5 minutos de duração cada e 6 perguntas por cada áudio; e também de 2 a 3 conversas de 3 a 5 minutos de duração cada e 5 perguntas por áudio.

Parece muito, né? Essa parte da prova dura de 60 a 90 minutos, mas mesmo sendo uma das mais longas, não é a mais difícil. Vale lembrar que antes de começar a prova eles disponibilizam papel e lápis para você, assim é fácil fazer anotações durante os áudios, o que vai ajudar muito na hora de responder as perguntas.

Quando você finaliza essa parte, surge um relógio na sua tela dizendo que você tem dez minutos de intervalo, e o relógio começa a contar o seu tempo. É meio assustador todo esse controle de tempo, mas no final, acaba ajudando bastante.

Voltando do intervalo vem a parte mais rápida e a mais temida por muitos, e por mim também, que é o speaking. Ele dura 20 minutos e são 6 perguntas, em duas delas você vai falar a sua opinião sobre determinado assunto e as outras quatro envolvem áudio e leitura, não sendo de opinião, e sim demonstração de fatos já citados.

É importante frisar que você tem 15 ou 30 segundos para pensar na sua resposta e 45 ou 60 segundos para a sua resposta. Não se desespere, a dica é ficar calmo e usar um vocabulário simples, que seja de fácil entendimento e, assim, diminuindo as suas chances de se enrolar e errar. O que ajuda bastante também no speaking é anotar todas as informações que forem disponibilizadas, ficando mais fácil de lembrar na hora de formular a sua resposta.

Tirem de alguém que ficou extremamente nervosa nessa hora, mas soube manter a calma e controlar o tempo, o speaking foi uma das minhas melhores notas da prova, então dá para ver que é possível sim se dar bem nessa parte da prova. Não se apresse, fale com calma e com clareza.

Chegando à última parte da prova, você está acabado, cansado e faminto. Pelo menos comigo foi assim. Eu já não aguentava mais pensar em nada e tinha chegado a parte em que eu mais precisava fazer isso, o writing.

Você tem apenas 50 minutos para elaborar duas redações. Duas? É isso mesmo. Pior que ENEM, não é mesmo? Bom, a primeira tem duração máxima de 20 minutos, e é basicamente discorrer e comparar um texto e um áudio que são disponibilizados. Sendo assim sobram mais 30 minutos para a segunda redação, que é elaborar um texto de opinião.

Outro ponto que vale ressaltar é que as duas redações tem quantidade mínima de palavras, na primeira é entre 150 a 220 e a segunda é entre 300 e 350 palavras. E isso é bom e ruim. Ruim por que quando a criatividade falha, a gente sempre começa a encher linguiça, e bom por que quando vemos que atingimos a quantidade necessária, bate aquele alívio e terminamos a redação com muito mais ânimo.

Então depois de longas quatro horas, a prova chega ao fim e aí é só torcer e esperar pelos resultados. Como eu já disse antes, o TOEFL não reprova, ele simplesmente mede o seu nível de inglês. E aqui vai uma realidade: não é uma prova difícil, e sim uma prova cansativa. Eu saí do centro de aplicação cansada, com fome e irritada por ter ficado tanto tempo na frente do computador, mas saí de lá confiante e tranquila também.

A ETS, responsável pela prova, tem o prazo de 10 a 13 dias úteis para disponibilizar os resultados online, lá na sua conta do TOEFL e de 4 a 6 semanas para enviar para a sua casa. Porém, os meus resultados só chegaram aqui em casa no final de março, e fiz a prova no meio de janeiro. Mas não se preocupe, caso você tenha que entregar esses resultados, a versão online é idêntica a versão impressa, e os processos seletivos de intercâmbio aceitam as duas.

Resultado do TOEFL disponibilizado online.

A conclusão que cheguei depois que vi meus resultados foi a seguinte: não existe jeito certo ou errado de estudar para o TOEFL, existe o que cada pessoa sabe e como cada um reage na hora do nervosismo. Um conselho que dou e que funcionou muito bem para mim, foi treinar com as provas disponíveis e sempre contando o tempo. Aprender a controlar o tempo é muito importante. Desse jeito você tem uma noção muito clara de como tudo vai ser no dia. Nessas horas a pior coisa é ser pega de surpresa, né?

Beijos!

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COMO É O TOEFL? PT. 1

Oi, gente! A parte mais assustadora de todo o processo do intercâmbio foi com certeza esse amiguinho chamado TOEFL, que significa Test of English as a Foreign Language. Pois é, dá medo, né? Mas não precisa disso, eu garanto. Antes de contar a minha experiência, eu vou falar um pouco sobre o que é a prova. E eu decidi dividir esse post em duas partes para que não ficasse muito longo e cansativo. Na primeira vou falar um pouco sobre o antes da prova e na segunda, vou falar como é a prova.

O TOEFL é utilizado para isso mesmo que o nome diz, é um teste que tem como objetivo avaliar a sua capacidade de falar e compreender a língua inglesa. Em nível acadêmico, vale ressaltar. É a prova que a maioria das universidades, empresas e programas de estudo exigem. O mais interessante dele é que você não é reprovado, ele simplesmente mede o seu nível de inglês, de 0 a 120. Porém, ele só é válido durante dois anos, então é mais interessante fazer quando, algo como um intercâmbio, se aproxima.

Para o meu intercâmbio, foi exigido o TOEFL iBT, Internet-Based Test, que  é uma prova feita no computador, com duração de aproximadamente 4 horas. É tipo um ENEM em quesito de cansaço, sabe? Então imagina a minha tristeza em ter que fazer essa prova nas minhas esperadas férias de três meses. Mas fazer o que, né? A pior parte de todas é ter que pagar para fazer. E para a nossa infelicidade não é pouco não. A prova custa 215 dólares e só é aplicada em cidades específicas. Então além de pagar caro pelo teste, você ainda tem que ir até determinada cidade, se como eu, não tiver a aplicação na sua.

Como eu estava de férias na casa dos meus pais em Petrópolis, escolhi um centro de aplicação no centro do Rio de Janeiro, paguei e marquei a minha prova para dia 16 de janeiro. Esse processo é bem simples e bem confiável também, todo feito pela Educational Testing Service (ETS), então não tem perigo na hora de usar o cartão de crédito para pagar. E você pode se inscrever para a prova online mesmo, sem ter o trabalho de ir a um local específico.

Com a prova marcada, eu tinha exatamente duas semanas para estudar para um prova que todo mundo sempre me falou que era necessário pelo menos seis meses de curso. E foi nesse momento que eu entrei em desespero, mas quem disse que esse desespero foi suficiente para me fazer largar minhas séries e meus livros e ir estudar? Não foi.

Sendo muito sincera, nesse período eu assisti vídeos disponibilizados pelo próprio site do TOEFL sobre como a prova funciona e fiz alguns testes também disponíveis no site, e só. Eu não tive aulas particulares, eu não fiz plano de estudo, eu não li livros e mais livros, eu fiz o básico.

Mas gente, vale lembrar que para cada pessoa é diferente, eu fiz curso de inglês dos 8 aos 17 anos e tive muitas oportunidades de treinar o inglês. Eu sempre li muito e assisti filmes e séries,  então sim, eu me senti segura para a fazer a prova sem realmente estudar.

E eu estava certa em confiar na minha segurança. No dia da prova, eu tive que sair de casa às 4h30 da manhã para chegar às 7h30, sem correr nenhum risco de atraso, caso contrário, eu perdia a prova e teria que pagar tudo de novo. E assim, não rola, né? Chegando no local, me levaram até uma mesa com mais três pessoas, e me deram um termo de confidencialidade para assinar e bastou isso para eu começar a ficar nervosa.

Passando a hora foram chegando mais pessoas e elas foram sendo distribuídas em mesas de quatro. Nesse dia eram 12 pessoas para fazer a prova, então logo estávamos sendo levados para a sala onde seria a aplicação.

Na sala onde fazemos a prova não é permitido à entrada de nada pessoal, como bolsa, celular, caneta, no máximo, uma garrafa de água. Entramos e um dos fiscais da prova nos coloca em fila e chama um por um para fazer o cadastro, e gente é incrível, tudo feito pelo computador e super eficiente. Depois da foto, somos designados para o computador onde faremos a prova e aí é esperar até todo mundo ter se cadastrado.

Mais ou menos às 8h começa a temida prova e aí tudo o que você ouve é o tique e taque do relógio, literalmente. Tem um cronômetro na tela que mostra quanto tempo você ainda tem para completar a prova, mas se isso te deixar mais nervosa, você pode ocultá-lo sem problemas.

No próximo post então vou contar pra vocês como é a prova e dar algumas dicas paro desespero não ser tanto.

Beijos!

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COMO FUNCIONA O MEU INTERCÂMBIO?

Ei, gente! O intercâmbio que eu vou fazer é organizado pela SRI (Secretária de Relações Internacionais) da UFJF e ele se chama PII-GRAD, e ele é aberto para alunos de todos os cursos da universidade. Ele ofereceu umas 100 vagas no anos de 2014 para universidades de vários lugares do mundo e tem duração de um ou dois semestres.

É oferecida uma bolsa, mas é importante ficar atento, por que muitas vezes são oferecidas 5 vagas e 2 bolsas, ou seja, 3 pessoas terão que se virar sem nenhuma ajuda de custo da universidade. Essa bolsa varia de continente para continente, e para a América do Norte é de 5.800 dólares. Você recebe uma parte antes da viagem e a outra quando já está lá.

Vendo esse valor, fica claro que esse tipo de intercâmbio não é nem de perto um Ciências sem Fronteiras, onde todos os seus gastos são pagos pelo governo. Mas no meu caso, a bolsa cobre o alojamento e a minha alimentação na universidade durante todo o semestre.

Existem universidades que são específicas, mas a maioria delas, aceitam todos os cursos. Por exemplo, eu faço Jornalismo aqui no Brasil, mas poderia fazer Moda na minha faculdade de escolha, caso ela oferecesse o curso. Mas como o meu foco e a profissão que eu quero seguir é mesmo o Jornalismo, decidi fazer o mesmo curso.

O processo do ano passado foi em outubro/novembro, e contou com análise de currículo, pontos necessários (divididos em certificados de eventos, bolsas, projetos), um vídeo de três minutos falando sobre a sua escolha de universidade, merecimento e contribuição futura para a UFJF e prova de proficiência de língua, caso o seu país de escolha peça. No meu caso, eu podia fazer o IELTS ou o TOEFL, e eu fiz o segundo. Em outro post explico direitinho como foi todo essa experiência.

Esse processo todo durou até março de 2015, quando eu tive o resultado final da UFJF e aí sim começou o processo de admissão da Colorado College. Que é bem mais simples, já que o processo daqui já selecionou aqueles alunos que atendem aos critérios da universidade de lá.

As dicas principais que eu dou pra quem tem essa mesma vontade são: pensar em como tudo que você fizer na faculdade pode contribuir pro seu intercâmbio, como participar de eventos, trabalhar em projetos como voluntário ou bolsista, e principalmente se organizar. Decidir qual local atende melhor às suas necessidades, quando é a melhor época para fazer o intercâmbio e priorizar. Essas são as dicas mais valiosas que eu posso dar.

E gente, o que me deixou mais feliz nesse intercâmbio é ter conseguido tudo por mérito próprio. Então, tem esse gostinho especial de conquista. É muito bom saber que foram as minhas notas, as minhas palavras, o meu estudo, que me possibilitaram realizar esse sonho.

Agora vocês sabem como funciona o intercâmbio que eu vou fazer, e eu sei que como é um programa da UFJF, pode ser muito diferente de outras universidades ou de outros tipos de intercâmbio, mas espero que tenha ajudado e qualquer dúvida que tiverem, é só perguntar. Como eu disse desde o primeiro post, o meu objetivo é sempre ajudar aqueles que compartilham da mesma vontade que eu.

Beijos,

L.

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